Confesso
que foi, já, há bastante tempo, que tive, pela primeira vez, o pensamento em
escrever o que estou prestes a apresentar-vos. Talvez por constantes
adiamentos, talvez por prioridades, apenas o estou e vou fazer agora.
Trata-se
de um verdadeiro reconhecimento a todos os colegas que, de uma ou de outra
forma, proporcionaram-me o crescimento, a maturidade, a experiência, o gosto, a
formação, em fazer o que, seguramente, mais gosto de fazer e, provavelmente, o
que farei para o resto da minha Vida: trabalhar na Recuperação de Dependentes
Químicos.
Há
quem saiba, há quem tenha visto, há quem tenha sentido, há quem tenha pensado,
há quem tenha falado que, de facto, “caí” nesta área de trabalho, praticamente,
de “pára-quedas”.
A
Cristina Reis, a colega e amiga da Faculdade, proporcionou-me o 1º contacto com
as Comunidades Terapêuticas; o 1º contacto com a população dependente química.
Através de um estágio curricular, “arranjado” às últimas, para “ter de fazer
alguma coisa”, no sentido de terminar a licenciatura.
Lembro-me
de me questionar acerca do termo “adicto”, acerca dos “12 Passos”, de pensar:
“onde é que vim parar?”, “que estágio é este, Cristina?”.
Lembro-me
do 1º Grupo de Terapia que observei: foi com a colega Miriam (se não me falha a
memória, acerca do nome). Lembro-me do 1º Grupo de Terapia que facilitei: fui
atirado aos “leões”, pelo Eduardo!
Antes
destas experiências, fui apresentado aos pacientes do centro. Até hoje, sinto
que, durante alguns largos momentos, todos pensavam que era paciente e,
portanto, colega de tratamento. Disseram todos, em uníssimo: “Olá João!” e, depois,
um de cada vez, vieram abraçar-me e dizer: “bem-vindo”, “tem calma”, “és capaz!”.
Para
além destes episódios, guardo na memória a Isabel Pedro, o Fernando, a Judite.
Esta
experiência foi decisiva para a minha caminhada. Meses mais tarde, e após ter
terminado o estágio e curso, a Cristina Reis, convidou-me para trabalhar com
ela, num outro centro.
Estarei
eternamente grato à Cristina, pelas oportunidades que me deu, pela sabedoria,
pela ajuda, pela dedicação em me transmitir conhecimento, pela confiança, pela
coragem. Ainda hoje o digo aos meus actuais colegas: gostaria muito de voltar a
trabalhar contigo, Cristina! Obrigado!
Lá,
conheci a Ana Amaro, brilhante Psicóloga Clínica. Guardo de ti, Ana, a tua
simpatia, pronúncia, sorriso e dedicação à causa, onde estávamos, os três mais
que envolvidos. Soube que a Cristina te convidou para continuares o trabalho.
Espero que estejas bem!
O
convite e a oportunidade da Cristina abriu-me as portas da CRETA.
Fui
recebido pelo João Correia. Num plano de gratidão e de agradecimento, está ao
nível da Cristina. Um profissional de outro nível, muito diferente de todos os
que trabalhei. Durante o tempo em que tive o privilégio de trabalhar contigo,
João, ainda hoje não o entendo: como conseguias estar tão à frente no tempo?
Também
conheci a Carolina. Guardo de ti a simpatia e o divertimento, os limites e a
assertividade. E, claro, o prazer de, ainda hoje, trabalhar e conviver contigo.
A
Cláudia. Outra das brilhantes colegas com quem trabalhei. Muito conhecimento e
uma grande capacidade de criar empatia e, de ao mesmo tempo, ser directiva como
poucos. Soube que foste Mãe. Parabéns!
Duarte.
Oh!, o grande Duarte! O que dizer? O que falar? Da pessoa, do génio ou do Terapeuta?
Lembro-me quando te conheci: estávamos à porta do gabinete. Cumprimentamo-nos e
perguntaste: “o que gosta mais deste trabalho?” Fez-me pensar, durante meses e,
ainda hoje, me deixas a reflectir.
Muito
possivelmente, o Duarte foi a pessoa mais sábia, mais culta, mais inteligente,
mais cativante, mais argumentativa que conheci. Penso que os actuais e
anteriores colegas, os familiares e amigos, sabem e sentem a enorme e eterna
admiração que nutro por ti! Obrigado por tudo! Obrigado por todos os
ensinamentos e pelas experiências passadas a teu lado.
O
Álvaro. Uma forma única de criar empatia e de liderança. E não me esqueço das
nossas conversas no comboio. Ou, se quiseres dos nossos “mini-grupos”! E um
conhecimento bem acima da média, de qualquer coisa da área.
David.
O braço direito de hoje. Aprendi a trabalhar contigo e a admirar-te, com este
tempo todo que temos lado a lado. De ti, retiro a sabedoria, o conhecimento, a
cultura fácil de área qualquer, o pormenorizar a questão em causa. O teu
empatizar vulnerável.
A
Joana também faz parte da equipa, claro. E de que forma! Enorme profissional,
enorme dedicação, enorme gosto pelo que fazes, sendo tão fácil trabalhar
contigo! Obrigado pelo teu enorme empenho!
E,
por fim, mas não menos importante, a Isabel. Presente estagiária, futura
Conselheira em Comportamentos Adictivos. E o profissionalismo, a capacidade, a
dedicação! Vamos trabalhar juntos, por certo! E já sabes, não estará um João
Soares a privar te do que seja, a bloquear o teu crescimento, mas um João
Soares, a apoiar te, ajudar te e valorizar te! Parabéns!
Tantas
e tantas coisas para dizer ainda, a todos. Fico me por um enorme obrigado!
Trabalho
com uma equipa de super profissionais – não me esqueço dos monitores – e sei
que com o melhor Plano Terapêutico do País. Nada de semelhante se trabalha, e
da forma como o fazemos, em outras clínicas de Portugal. Nada se faz com o
rigor, a organização, o profissionalismo, a dedicação, como nós o fazemos. E
isto deve-se, obviamente, a todos os colegas que mencionei.
“E a
minha grande motivação de ir trabalhar todos os dias, é apenas uma: salvar vidas!”
Um
pequeno, mas muito sentido reconhecimento a todos vós!
Obrigado!